segunda-feira, 14 de março de 2011

“Um Homem Novo para um Mundo Novo!”

Dia 14 de março,

Dia de Orações pelas Vocações Dehonianas (168º aniversário do nascimento de Padre Dehon)




Introdução

A Comissão de Animação Vocacional tomou a iniciativa de publicar cartaz motivador ao Dia de Orações pelas Vocações Dehonianas, com o lema “Um homem novo para um mundo novo”. É evidente: estamos diante de um mundo novo, em constante mutação, que não nos permite indiferença nem acomodação. Ao mesmo tempo somos parte deste mundo e se não lhe acrescentamos algo novo, nossa presença carismática perde sua razão de ser.


Presença nova num mundo novo

O carisma que o Coração de Jesus nos legou pela vida e obra de Padre Dehon, traz algo novo à Igreja e ao mundo. Logo, para um mundo em mudança, nossa presença é solicitada a dar eficácia nova ao carisma dehoniano numa realidade também nova, carente de coração. A relevância cordial caracteriza-se em dupla dimensão: vida espiritual assinalada pela cordialidade e a cordialidade interessada pelo aspecto social da vida cristã, tão enfatizado pela Mensagem do Governo Geral para esta data. Onde beber inspiração e sustento para tamanha ousadia? Justamente em dois pilares, característicos da vida cristã, que qualificaram profundamente a vida de Padre Dehon e que nos são cotidianamente colocados à disposição, a Palavra e a Eucaristia, uma e outra apreciada e acolhida, assimilada e vivida. A propósito não me subtraio à liberdade de lhes propor a leitura de Verbum Domini 54 que ressalta o vínculo entre Palavra e Eucaristia.


O testemunho impacta e gera adesão

O testemunho que impressiona uma pessoa é aquele que traz ou reporta algo novo. Todos os anos, nesta data, comemoramos o Dia de Orações pelas Vocações Dehonianas. Tudo se dá por conta do testemunho: Padre Dehon sente-se fascinado pelo Coração de Jesus e seu testemunho nos faz seguir-lhe os passos. Hoje, junto às orações pelas vocações, sentimo-nos interpelados a oferecer um testemunho capaz de mobilizar outros cristãos a colocar-se nas pegadas de Jesus, privilegiando os elementos do carisma dehoniano. Uma inquietação (por vezes revestida de perplexidade e, para alguns, de indignação) é o fato de não poucos vocacionados que assumem a vida dehoniana, continuarem a se inspirar majoritariamente em outras espiritualidades. Como é possível estar bem e fazer bem a missão inspirada num carisma, se é outro carisma a nos mover? Como recuperar o senso de pertença e a motivação fundante a mantê-lo também diante dos novos desafios e das novas propostas que a vida traz e faz?...


Carisma partilhado para o testemunho comum

Nosso carisma é talmente abrangente que a vida consagrada e presbiteral na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus não lhe exaurem a reserva de espiritualidade e eclesialidade.

Lembro duas instâncias que garantiram espaço na comunhão do nosso carisma: a Missão Dehoniana Juvenil (MDJ) e os Leigos Dehonianos (LD). Estes, tem até mesmo uma comissão de religiosos que os assessora; aquela, é contemplada com um projeto na área das Missões (cf. Plano Trienal 2010 – 2012, p. 25 e 7).

É justo, portanto, expressar viva gratidão aos religiosos que em suas paróquias abrem efetivo e afetivo espaço de existência e evangelização a esses dois grupos. Tal espaço, porém, não é facultativo. Ele é pleiteado tanto pelos LD quanto pela MDJ, foi assumido em capítulo e nas duas últimas assembléias provinciais, além de fazer parte do Plano Trienal vigente.

É certo que o Dia de Orações pelas Vocações Dehonianas nos questiona acerca de nossas reais motivações, testemunho e orações. Ao mesmo tempo nos interpela sobre o espaço, o apoio e a colaboração que damos à MDJ e aos LD e deles nos permitimos receber. Concretamente, assumiu-se o empenho para que em cada paróquia houvesse grupo de MDJ, que em todas as nossas paróquias se organizaria grupo de LD.

Daí, algumas interrogações: Por que ainda existe resistência a tal presença que, no mínimo, nos ajuda e amplia a expressão e o alcance do nosso carisma? Por que é tão difícil que os religiosos, e religiosos presbíteros, nos organizemos de forma a garantir suficiente presença e participação nas etapas missionárias da MDJ? Por que a suspeita em relação à criação e apoio aos grupos de LD? Por que não cumprimos a assumida contribuição de um salário mínimo, por paróquia dehoniana, a cada etapa da MDJ?

Concluo com João Paulo II: Alguns Institutos chegaram à convicção de que o seu carisma pode ser partilhado com os leigos... Eis novo capítulo, rico de esperanças... (cf. VC 54).

Oremos, testemunhemos e partilhemos nosso carisma, vida e missão, para a glória de Deus, em benefício dos filhos e filhas seus!

P. Mariano Weizenmann,scj.


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